Santa Casa
Plano Diretor

No decorrer dos seus 155 anos, a Santa Casa de Maceió ampliou as suas instalações físicas de forma não planejada, mas agora dispõe de um Plano Diretor Físico-Espacial, elaborado pelo arquiteto Pedro Cabral. "Com esse documento em mãos estamos prontos para retomar obras que comportam maior demanda de pacientes", disse o provedor do hospital, Humberto Gomes de Melo, frisando que o Plano Diretor vai maximizar a funcionalidade do hospital.

O primeiro passo foi à revisão de uma bibliografia para a utilização de conceitos e princípios de planejamento hospitalar que norteiam o estudo e ajustamos esses conceitos, sintetizando nos seguintes princípios: territorialidade, espacialidade, acessibilidade, comunicabilidade, expansibilidade, economicidade, funcionalidade, flexibilidade e confortabilidade.

Do ponto de vista prático, entre as principais mudanças propostas no Plano Diretor vale citar, antecipadamente, a integração dos acessos com o sistema viário da cidade, facilitando a chegada ao hospital; bem como redução dos 16 acessos existentes para seis, redefinindo a porta de entrada do público, do corpo funcional, fornecedores e serviços.

Os espaços anexos nas quadras vizinhas ao hospital serão transformados em edifícios-garagem, com capacidade para mais de mil veículos. O anexo da Rua Dias Cabral será destinado ao público e o da Barão de Maceió, ao corpo funcional, com 600 vagas. Os diversos pavilhões que compõem o espaço-sede também serão integrados por meio da adoção de um sistema viário interno, com circulações amplas e racionais, de modo a permitir maior fluidez e comunicação entre os serviços. Esse mesmo sistema viário permitirá integração entre as possíveis áreas de expansão de cada unidade hospitalar, um novo zoneamento de uso e reorganização dos módulos de apoios técnico e logístico. Com isso, o atendimento será agilizado e haverá economia em espaços físicos. Outra vantagem é que a relocalização das atribuições funcionais vai favorecer a contigüidade de atividades afins, como aproximação das unidades de atendimento imediato e do apoio ao diagnóstico, à terapia e à internação. Outras atividades afins também serão aproximadas.

O Plano Diretor também recomenda adoção de módulos físicos que evitem demolições e possibilitem adaptações de usos sem a necessidade de grandes reformas físicas. Para concretizar a ampliação da área física sem comprometer o funcionamento das atividades, o PD sugere a construção de duas torres gêmeas.

A obra será erguida após a demolição de setores praticamente ociosos e/ou passíveis de transferência, sem gerar transtornos, como o depósito de resíduos hospitalares, a subestação e o gerador de energia, o ambulatório do SUS, a lavanderia, a nutrição, a agência bancária, a circulação, a esterilização e pequena parte dos pavilhões. Com isso, ganha-se, aproximadamente, 3.000 m² para as torres gêmeas - serão dez pavimentos, totalizando 15.000 m², sendo uma só para consultórios, apoio técnico e logístico e outra predominantemente para internações.

Todo o acesso do público se dará por um grande lobby no centro das novas torres. Para chegar aos diversos setores, dos dois lados das torres, é só tomar um elevador e dirigir-se ao local desejado. Haverá rápido acesso inclusive para as UTIs, o centro cirúrgico e a internação. Por meio de uma passarela longitudinal, também será feita a redistribuição dos usuários aos diversos setores do hospital - a maioria deles será concentrada nas torres.

No térreo serão instalados serviços, como o de nutrição, facilitando o abastecimento; o Laboratório de Análises Clínicas. O Setor de Esterilização será instalado no segundo piso de uma das torres. Ainda conforme o PD, uma parte antiga do hospital, voltada para a Rua Barão de Maceió, por ter valor histórico, será restaurada, seguindo princípios de preservação.

Já as demais áreas serão modernizadas. O térreo do Álvaro Peixoto será destinado à ampliação do Apoio ao Diagnóstico. As UTIs, por sua vez, serão deslocadas para um pavimento na nova torre, no mesmo nível do centro cirúrgico. O espaço da atual UTI será usado na ampliação de leitos do Hospital-Dia. E mais: será reservado um andar inteiro numa das torres para o Centro de Estudos. A cobertura de uma das torres será destinada à área de conveniência, com serviços de lazer e comércio, como bancos, lojas e demais opções de apoio logístico. Com essas mudanças, o atual laboratório será transformado num espaço de lazer dos funcionários. Além disso, onde hoje funciona a Emergência 24 horas, será instalado um moderno Banco de Sangue e Histopatologia. No trabalho final há diversas outras propostas de planejamento físico, que podem ser executadas na medida em que surgirem novas necessidades da instituição.

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